Sentado estava eu ao teu lado: tínhamos combinado dormir para descansar a noite toda em que dançamos juntos e ainda por cima, passei a noite toda a olhar p'ra ti. Encostas a cabeça e eu também... Não conseguia dormir. Eras uma crença na qual não conseguia opor.
Como que se tratasse de um ritual consagrado e misterioso, esforcei imenso a minha visão: era o único modo que me ligava a ti sem poder tocar, sem poder... Olhei e devorei com os olhos cada centímetro teu, foi bom... estou insaciado mas foi bom.
Esperei.. passei a viagem toda a admirar a tua simplicidade. Teu sorriso doce e afável. Tua companhia palpável... Se isto não fosse assim tão complicado, talvez seríamos como que notas musicais .. sem atrasos nos compassos, sem enganar na leitura das notas, respeitando todas mínimas e semínimas, pausas e o fim de cada melodia... os passos eram perfeitos como a mais simplória melodia até hoje feita.
Mas cansei.. tudo não passou de um sonho e para sempre serei um sonhador falhado com armas invisíveis e apáticas de tanto frio humano. De uma alma nua e crua de tanta bestilidade humana. De tanto egoísmo ou não...
Pois a minha felicidade depende de quem gosta de estar comigo... por enquanto, tenho a Amizade para reconfortar.. e quando esta terminar?
É como dizem a brincar mas falo a sério: já não sei quem sou, nem de que sistema consto! Tem que ser tudo estudado e programado para que nada falhe... Como que se tratasse de satisfazer as majestades que nos rodeiam enquanto que o povo dá alma e corpo para ter um pequeno conforto.
Todos os livros de fantasia são tirados das bibliotecas em minha mente. Todas as minhas loucuras e fanatismos são como que ideologias contra o bem-estar dos outros. Todas as pessoas que admiro são estátuas do meu prazer diário. Todas as flores eram cortadas, as árvores abatidas deixando este Mundo no profundo bater do coração até que ele um dia.. um dia vá parar.
E é como disse.. vou deixando o tempo passar, respirar, mas espero nunca ter acordado tarde de mais..
domingo, março 02, 2008
Entre dedos, os olhos semi-abertos seduziam-te..
postado por O Mundo Contrário às 3/02/2008 10:17:00 a.m. 4 comentários
Mexericar Desejos
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Que desencontros..
Andei imenso. Passei por ti..
Chocaste com o ombro no meu... e prosseguiste.
Deste a volta à esquina e pairaste como que se uma gota de água evaporasse em tempo rapido que nem deu para contar...
No dia seguinte voltaste.. voltaste em força e negaste que chocaste no meu ombro, negaste que deste a volta à esquina, negaste que evaporaste como gota de água.
Mas que raio? Uma colecção diversificada de sentimentos abraçaram-me como que uma mãe abraçasse um filho encontrado após muita chuva insólita de tanto sofrimento.
Não queria acreditar na proposta que me fizeste. O desespero existe mas não tanto a este nível.. e mãe, se as coisas têem que acontecer.. acontecem. Não lutemos contra tal facto.
--
Agora vêem a outra pessoa.. com idade um bocadinho avançada da minha que sente uma ligação pela minha pessoa. Não sei que hei de pensar.. que raio vai nesta cabeça. Que sa foda.. estou a complicar. Mas a pessoa deste Mundo é engraçada e por que não avanço? Carinhosa, afável, simpática era tudo o que sonhara.
Ok. Acho que estou a avançar demais.. mas avançar demais na Vida nunca existe. Oh porra, estou a confundir os termos. Estarei a aproveitá-la?
Mas que raio..
Já não te escrevia à tempos. Estas mentalidades proibem-me de poder espalhar o que sinto, o que penso, o que vejo nos meus olhos, e por fim, mas mais importante.. o que a minh'Alma sente.
Não espero que o Mundo melhore porque é (de certo ponto) difícil mas cá vou-me amanhando com as aventuras que a Vida proporciona.
Se eu pudesse trincar a terra toda e sentir-lhe um paladar,seria mais feliz por um momento...Mas eu nem sempre quero ser feliz.É preciso ser de vez em quando infeliz pra se poder ser natural.Porque nem tudo é dias de sol,e a chuva, quando falta, pede-se.Por isso, tomo a infelicidade com a felicidade,naturalmente, como quem não estranha que haja montanhas e planícies. E que haja rochedos e relva.O que é preciso é ser-se natural e calmo na felicidade e na infelicidade.Sentir... como quem olha.Pensar... como quem anda...E quando se vai morrer,Lembrar-se que o dia morre,e que o poente é belo. E é bela a noite que fica.Assim é.E assim seja....
in Alberto Caeiro
postado por O Mundo Contrário às 2/15/2008 03:50:00 p.m. 1 comentários
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Segurança?
Nao é por ser teimoso mas existem forças policiais para alguma coisa! Ou o estado está pagando ordenados e gastando milhões para estarem por aí, encostados num café a tomar uma bejeca ou então, 'patrulhar' e zelar pela segurança... das miudas que andam a passear por aí!
Onde é que isto para?
Assaltos a bancos, quiosques, cafés, ouriversarias, casas com pessoas idosas, agressões, posto de combustível: seremos Lisboa em ponto MUITO PEQUENO?
Atraves de uma rapida pesquisa no Google, fui ao site da PSP e fico na merda: qual a unidade competente para tomar precauções? Isto já fanatismo.. nao são roubos, fanatismos!
Onde já se viu agredir pessoas e entrar pelas suas casas a dentro, mesmo em horarios diurnos? Nao.! Nao estou a dizer que à noite é melhor mas um bocadinho de consideração por aqueles que trabalham!!
E o que nao percebo é isto: como é que a malta pode estar parada numa situação como esta?
TEMOS QUE MEXER! A INSEGURANÇA É REALIDADE, NÃO FICÇÃO!
Ah e temos um exemplo de segurança publica para todo o Mundo! Mais nao digo, senao ainda veem ca a casa agredir-me por estas indignado com o que está a suceder... Afinal, nao podemos esquecer que eles são os sindicalistas que querem menos horas de trabalho, barriguinhas grandes, ou entao uns magricelas com um destacado cacetete e no fim de contas nao podemos tambem esquecer que quem tem razão são sempre os policias... Sim eles teem sempre razão. Quer dizer entre eles mesmo nao há entendimento:
Ups, vou sair.. senao, isto nao acaba!
postado por O Mundo Contrário às 12/28/2007 10:24:00 a.m. 1 comentários
Mexericar Críticas
quinta-feira, dezembro 27, 2007
É Natal?
Os sinos já tocam. As pessoas abrigam-se da chuva na Matriz enquanto o padre dá o sermão na missa do Galo. Crianças brincam no adro da igreja e os maridos fumam cigarros inquietantes pela hora de regressar ao conforto dos seus lares. E nós esperamos ansiosos que se dê inicio à serenata meio desenrascada que estava em risco por causa do acordeon.
Lá chegou a hora.. Ao ritmo certo, embalavamos a noite ao som da nossa batida relembrando aos nossos velhos que a tradiçao nao está perdida, por enquanto! Uma casa, duas casas, tres casas! Vai com calma!! Bebe devagar a noite é longa! Quatro casas, cinco casas e finalmente, a sexta casa. Estafados, rapidamente sentimo-nos confortáveis à mesa com a mãe do Wilson. Aquela paz naquele lar, a calma do diálogo e o replicar do violão nas mãos dão um excelente ambiente.. um ambiente pacifico. A hora passa e o Sol começa a surgir... Depressa tambem regressamos a casa para descansar os nossos corpos.
Passa-se o dia a recordar o sucedido e voltamos novamente às serenatas. Uma, duas, tres, quatro, cinco e novamente seis casas!!! Que loucura! É uma festa autentica na casa do Senhô Marim! Musicas tradicionais, serenatas, pimbas, actuais e até mesmo, imaginem lá, musicas originais! É a puta da loucura no Natal!! A hora prolongou-se já batiam 2 horas e pico e terminamos novamente na casa do Wilson... Sentados a mesa prosseguimos com a bebida: um brinde, mais um brinde, mais um brinde... todos eles com sorriso nos lábios! É muito bom este espirito, esta sensação, este prazer quase invisivel entre almas. Brindes coriscos foram estes: o pessoal já enlouquecia com a percentagem alcoolizada do corpo! "Pessoal, ja bate 4 horas! Voltemos para casa!". Algumas trafulhices pelo caminho e pronto: chegamos a casa, comemos e fomos descansar. E outro.. nem por isto: o Hospital foi o seu melhor remedio! Ah pois é!
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Foi assim um pequeno resumo do Natal.. É incrivelmente estupido o invesimento para apenas poucas horas de prazer. Ja está , já passou o Natal!
A Laura veio dos continentes! Foi extremamente interessante a sua presença: veio dar um novo brilho, coisa que por vezes, é muito preciso num grupo para dar um novo ar. Fizemos mil e uma coisa: rimos,bebemos,cantamos, andamos de carro, fomos ao MacDonalds, cantamos morfina no Parque da Cidade. Um espectaculo entre palavras trocadas e por acções com objectivo de alegrar quem rodeia. Conversa foi espectacular mas é pena que pensem que andamos... Dizem isto porque nunca tiveram uma amizade com uma rapariga ou entao, têem inveja!
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Bem almoçar que eu vou! :)
postado por O Mundo Contrário às 12/27/2007 11:47:00 a.m. 1 comentários
Mexericar Diário
segunda-feira, novembro 12, 2007
A Aparição _ Vergílio Ferreira
Bem, de todos os livros que li, este teve uma franca notoriedade pela franqueza das palavras, sem cuidado com as acentuações.. enfim, uma realidade real da emoção do narrador, Alberto.
Fiquem entao com uma citação de este pequeno grande livro.
Fiquem então como um aperitivo do nosso Vergílio! Bom apetite!
“ – Todos os mortos se fazem rogados – explicou-nos. – Então a gente pede e eles dão um jeito. Céus! Onde a minha repugnância? Tudo me esqueceu. Corpo morto, carne morta. Como as pedras. Trabalho com aplicação, quase com gosto. As calças, a camisa, sapatos de verniz – os sapatos é o António quem lhos calça. Eis-te pronto, meu velho, para a grande viagem. Estás sereno, a face gravada de doçura, de perdão a tudo, à vida, à morte. E uma comoção lenta humedece-me os olhos. Vou até ao meu quarto, abro as janelas para a noite. Então bruscamente ataca-me todo o corpo, as vísceras, a garganta, o absurdo negro, o absurdo córneo, a estúpida inverosimilhança da morte. Como é possível? Onde a realidade profunda da tua pessoa, meu velho? Onde, não os teus olhos, mas o teu olhar? Não a tua boca, mas o espírito que a vivia? Onde, não os teus pés ou as tuas mãos mas aquilo eras tu e se exprimia aí? Vejo, vejo, céus, eu vejo aquilo que te habitava e eras tu e sei que isso não era nada, que era um puro arranjo de nervos, carne e ossos agora a apodrecem. Mas o que me estrangula de pânico, me sufoca de vertigem é teres sido vivo, é tu estares ainda todo uno para mim, na memória do teu riso, no tom da tua voz, que era lente, sossegada, nas ideias que punhas a viver entre nós, na realidade fulgurante de seres uma pessoa. Recordo-te totalizado, olho-te. Que é que te habita, que é que está em ti e és tu? Não, não é a carne, não é o corpo: é aquilo que lá mora, aquilo que ainda dura de ti nestas salas, neste ar, aquilo que eras tu, o teu modo único de ser, aquilo a que nós falávamos, atravessando a tua parte visível. E, no entanto, sei, sei que esse tu real que te habitava não era senão a sua morada; como o espaço de uma casa, a intimidade do home, são as paredes que o fazem: derrubada a casa, a intimidade que lá havia também morre... E desde quando o sei, desde quando? A verdade aparece e desaparece. Deus, a imortalidade e uma ideologia política e a sedução de uma obra de arte e a sedução de uma mulher – onde começam? onde findam? Sou um indizível equilíbrio interior. Vivi, agi, toquei com as mãos tanta ilusão consistente. Depois a ilusão desfez-se. Ficou, porém, o rasto do que toquei, o gesto das minhas mãos – essa ultima união com o que quis, acreditei. Então eu descobri que as mãos estavam impuras. Lavar-me, renascer. Deus está morto porque sim. Não foi bem, meu velho, porque me ensinastes a história da terra e do homem e dos bichos que já não há e de que há seres humanos desde há dois dias, isto é, desde há um breve milhão de anos, se tanto. Não foi por isso, não foi por isso. Foi porque Deus se me gastou. Sei só que não está certo que ele viva. Sei que ele é absurdo porque o é. Sei que ele está morto, porque não cabe na harmonia do que sou. Não cabe. Como não cabe a simpatia das mulheres que aborreci. Como não cabem as anedotas de infância, que já não têm graça nenhuma. Como não cabe nada do que já não sou eu. Não discuto, irra, não discuto! Sei lá porque é que uma anedota de que ri não tem hoje para mim graça nenhuma! Sei só que a não tem.
E, todavia, pesa-me como uma pata de violência a realidade da pessoa que somos. Há muita coisa a arrumar, a harmonizar, muita coisa ainda a morrer. Mas por enquanto está viva. Por enquanto sinto a evidência de que sou eu que me habito, de que vivo, de que sou uma entidade, uma presença total, uma necessidade do que existe, porque só há eu a existir, porque eu estou aqui, arre!, estou aqui, EU, este vulcão sem começo nem fim, só actividade, só estar sendo, EU, esta obscura e incandescente e fascinante e terrível presença que está atrás de tudo o que digo e faço e vejo – e onde se perde e esquece. EU! Ora este «eu» é para morrer. Morre como a intimidade de uma casa derrubada. Sei-o com a certeza do meu equilíbrio interior. Mas como é possível? Agora eu sou essa intimidade, agora eu sou o seu espírito, a sua evidência. “
postado por O Mundo Contrário às 11/12/2007 12:23:00 p.m. 1 comentários
Mexericar Outros
Lagrima é Verão?
Ora bem.. Podemos avaliar esta frase magnifica que faz parte da letra do tema 'A flor da pele' do Roupa Nova do Brasil, excelente banda! Musicas de sucesso!
Seremos nós amigos de nós próprios, levitando-nos nos momentos inquietantes e horrificos da tristeza? Ou temos sempre alguem a nos apoiar?
E será o choro, um desabafo ou um pedido de ajuda?
postado por O Mundo Contrário às 11/12/2007 12:18:00 p.m. 0 comentários
Mexericar Questões
domingo, outubro 14, 2007
Sweet 18
Bem..
Semanas antes de preparação.. certa confusão e nervossísmo pela enorme vontade para que tudo corra bem.
Relógio bate meia - noite e estava eu a caminho da garagem do André. Iamos lá fazer um convívio com os amigos de infancia de modo a que possamos relembrar aqueles momentos de oiro que nao podem ser, de modo algum, apagados da nossa memória. Na tarde do dia 12 a preparação foi feita com a ajuda da Catia. Bolo, Hiper carne, Bolo e outros preparativos.
20h00, dia 12
Chovia... Segundo o planeado, ia ser no terreno do J.Bolarinho mas tinha que arranjar outra solução. Derepente, igualmente como a tarde, fui bombardeado com mensagens desrespeitosas e que retiram a vontade a alguém de planear e sacrificar algo para proporcionar bons momentos para 'amigos'.
Passou-se...
00h04, dia 13
Primeira mensagem recebida.. Depois outra.. Depois outra. '' Epa lembraram-se sempre que faço anos '' pensei eu. Claro que só me deram os parabens quando viram a cena toda na mesa. Enfim...
Falamos, trabalhei, comemos, bebemos, sempre à vontade.
Fondue quentinho para encher-nos a barriguinha e quando terminou a carne, mesmo antes de partir o bolo o Fanfa e o Henrique quiseram ir para casa. Nao sei porque demónio mas fiquei imensamente magoado com o que fizeram e arrependido de todo o trabalho e de todo o dinheiro gasto. Foi com imensa vontade que ofereço mas para receberem desta maneira, acho que também é ser egoísta do lado deles. Uff..
Pouco tempo depois, acenderam-se as velas, meu coração batia rapido, um sorriso presenciava na minha face... estava prestes a assoprar as velas que simbolizavam toda a Luz que receberia no decorrer deste novo ano.
Cantou-se os parabéns e no termo da melodia, alguem decidiu fazer algo para estragar o ambiente que batalhava e tencionava criar. Claro que respondi à pessoa sendo sincero e afirmando novamente que os anos para mim são importantes. Esta pessoa ofendeu-se nao sei com o que, porque o que disse foi verdade e nada de mal e pronto. Somando, menos 3 pessoas.
Sobravam ainda 4 pessoas e eu. Comeu-se o bolo e pronto, deu-se por terminado a festa que tanto ansiava fazer.
Limpeza parcialmente sozinho, novamente.
Arrependimento a 100%.
04h20, dia 13
Dormir.
11h20, dia 13
Acordei com muito barulho na cozinha. Olhei para o telemovel, 13 mensagens recebidas. Felicitações, Felicitações e uma da Cátia: " nao te esqueças de ir à Candy buscar os baloes e serpentinas. " Sinceramente tinha esquecido mas com a tal vontade de correr tudo bem levantei-me e fui à Vila. Vi o Pirikito, felicitou-me e confirmou a sua presença e encomendou o seu prato para logo, visto que ia jogar futebol e quando terminasse ia directamente para o restaurante. Para melhorar o panorama de 'aniversario meio estupido' a senhora nao estava lá na loja e tinha ido ao armazem buscar o que eu tinha requisitado à 5 dias. Que gente eficaz.
Fui ao BM tomar o meu café. Cumprimentei-os e agradeci as felicitações. Meia hora depois voltei à loja e a senhora diz que nao tinha serpentinas. Um espectaculo nao é? Vive-se.
Volta-se a casa, fui à casa da vizinha arranjar umas coisitas e depois voltei para o trabalho com a Catia. Planeou-se o que poderiamos fazer com 95 balões. Encheram-se balões, escreveu-se em fitas, deu-se o nó nas fitas em guardanapos de pano.. Outro café e um chocolate. Passou-se a hora..
18h20, dia 13
Regressei a casa e preparei-me para o tao esperado jantar. Lavei-me e fui ao quarto. Lá estava a mãe e pegou num saco com um embrulho e disse : "Parabens filho". Abri-o e era uma long-shirt. Sorri e disse: " Mãe, já nao me conheces? Tu sabes muito bem o que gosto. Nao uso este tipo de roupa. " e fiquei imensamente arrependido de ter dito isto. Senti.. sim, senti logo uma decepção vindo da mãe no sentido, " .. eu falhei ... " e reconfortei-a e disse para nao se preocupar que fico muito contente com a oferta mas nao era o meu estilo. Ela abraçou-me e repentinamente apeteceu chorar. Nao sei que deu.. mas talvez um abraço daqueles é muito precioso e muito raro. Sei lá.. é muito diferente de todos os outros que havia experimentado. Derepente veio com outra oferta: um perfume. Gostei do aroma. Boa escolha mãe! ;)
19h15, dia 13
Preparado para sair pergunto à mãe onde está o bolo e respondeu-me dizendo que nao podia fazer o bolo porque estava com a mão ligada. Como solução tive que ir ao hiper comprar um bolo infantil. Assim as coisas ficam mais engraçadas.
19h35, dia 13
Cheguei ao restaurante. Fui recebendo pessoas. Cumprimentei e abracei todos os convidados. Dedos de conversa, socializar um pouco... A hora andava as pessoas nao apareciam. Foram chegando às gotas e pronto o dono do restaurante disse-me que foi mal planeado. E eu que tinha tudo combinado com a sua esposa diz-me que foi planeado. Deves ser bem discreto tu. Inclusivé ele sabia de tudo: do principio ao fim, derepente quis pegar comigo. Problema dele. Liguei para o pessoal da bola, os que faltavam chegar. Nao atendiam. Tempo depois tento outra vez e nada. O primo Henrique ligou-me, uffa, informou-me que ele e o meu afilhadinho nao iam jantar porque iam chegar tarde. E disse.me tambem que o Pirikito já nao ia jantar. Aí enfureci-me visto que de manhã ele tinha encomendado o seu prato. Disse lhe que nao ia pagar prato de ninguem. Assim ia ser injusto mesmo. Pronto. Ele veio, o Tiago, o Rui, o Henrique e o Ricardo. Jantou-se, riu-se, falou-se...
Enquanto jantava recebi uma mensagem do André a dizer palavroes e que era um amigo da po**a. Aí fiquei duvidoso: que se passa? Nao chegou a dizer.
23h40, dia 13
Pediam-me para sentar em frente ao palco e entretanto o Vitinha falava sobre mim no microfone. Na sintonia de pessoas, com o que ele tava a dizer e o meu sentimento naquele instante... e ainda mais: uma oferta em forma conhecida descia as escadas fez o sangue correr mais depressa e sem reação desatei a chorar de alegria. Era impossível o que estavam a fazer. Impossível. Uma viola ofereceram-me com assinaturas de quem contribuiu. Foi o maximo. Pediram-me para tocar. Toquei algumas musiquinhas e depois recebi o resto das ofertas. Jorge, Lucilia e Ana. Jota e Catia. Pirikito. A viola que foi da C.C., Bobo, José Carlos, Faial, Vitinha, Chocapic, Ricardo Lip, Ricardo Simas, Rui Santos, Dina, Nelson, Begouxa e outras pessoas que agora nao me recordo.. Uma loucura. Tava a gostar.
Pagamos o que deviamos ao restaurante e no fecho de contas faltava pagar dois pratos. Aí enfureci-me novamente e pedi ao Renato para me identificar quem pediu. Ele disse: uma loirinha e outra de cabelo preto. Certo como um relógio liguei para a loira. Perguntei se tinha comido hamburguer no prato mais a Lina. Ela disse: " Hm.... pera.... Bife. " agradeci e desliguei a chamada. Voltei para o restaurante e disse que elas comeram bife e que nao havia nada a pagar. Nisto, o Faial lembra-se que uma deu um ovo e outra deu uma hamburger. Portanto... Liguei para elas novamente e elas disseram que sim, comemos a hamburger. Informei-lhe que o Jose Carlos tinha pago e em Pdl eles tratavam de contas.
Durante a noite algumas 'mini discussoes' em que afastei me totalmente para nao estragar a restante festa e correu-se Fairplay e KBar. Foi espectacular pralem de algumas parte mas digo que seja em que grupo for, toda a gente, sublinho, toda a gente fala mal de toda a gente. Sem saberem...
Em suma, gostei e desgostei porque nem tudo pode ser perfeito. Mas obrigadao a todos os que tentaram fazer com que fosse uma noite inesquecivel e que na realidade foi inesquecivel.
postado por O Mundo Contrário às 10/14/2007 05:36:00 p.m. 0 comentários
quinta-feira, junho 14, 2007
Estado de Espírito, Expressão de Espírito
Desta vez, como muitas outras, foi através da música.
Eu e a minha fiel viola torna-mos uma emoção forte e embirrenta, numa melodia sensacional que demonstra, na realidade, a 'fantochada' da Vida q passa.
aqui vai
Stay.. Stay Surviving!
I
I squeeze, all this pain
In the shadow of life
All this fake, all this disgrace
I just can't stand, walking on this stupid road
That keep all those wishes, away
Refrão
Lights are shutting down
Wishes are far away
Hopes and desires are dead x 2
And i just, stay surviving day by day
II
Spending my time, admiring persons and talks
That looks like, the window's store
I'm trying to reach, everyone's company
But their shelfishes way, turn my try in a failure
E é isto.
Um abraço e um beijinho deste solitário ahahah!!
brincando! Continuo sempre como sou, apesar de tudo o que aconteceu hoje, porque, não se consegue destruir 17 anos em horas (a não ser q morra lol)
Pic: Eu n viagem do Plenário Jovem no Faial.
Peace
postado por O Mundo Contrário às 6/14/2007 07:36:00 p.m. 2 comentários
