Bem por minha surpresa o Tinho galardoou-me com o prémio : É um blog muito bom sim senhora!
As regras :
sábado, março 08, 2008
Galardoado!
postado por O Mundo Contrário às 3/08/2008 12:36:00 p.m. 4 comentários
Mexericar Outros
domingo, março 02, 2008
Resistir... será o melhor?
Uma amiga perguntou como conseguia resistir e criou então um texto.
Assisti a uma história que me deixou a pensar.
Estava um grupo de amigos numa festa a dançar e a se divertirem…
Tempos depois integram-se no grupo novas pessoas, que pretendem entrar na diversão daquele grupo.
No meio de risos, passos de dança, uma daquelas novas pessoas começa-se a aproximar de outra, começando a surgir trocas intensas de olhares, risos tímidos e dá-se uma aproximação quase total uma da outra, ficando lado a lado o tempo todo.
Durante a festa não houve contacto físico, embora nas suas almas sentissem uma forte vontade de estarem um com o outro.
Nas suas mentes, com certeza, pairava a dúvida de deviam seguir em frente ou não, afinal talvez estariam frente a frente com a pessoa que sonhavam e que desejavam ter.
Sendo o diálogo praticamente nulo, todas as questões que fervilhavam dentro dessas pessoas ficaram sem respostas concretas.
Deve ser difícil estar perto da pessoa que aparentemente “mexe connosco” e não termos a certeza se devemos ou não falar com ela.
Apenas sei que as personagens desta história conseguiram resistir ao impacto físico que causaram um ao outro.
Será que lhes foi difícil?
Sim deve ter sido complicado gerir todo esse turbilhão de emoções e incertezas, afinal não sabiam se estavam na presença da peça perdida do seu puzzle.
Assisti a essa história e admiro a coragem e a capacidade que tiveram em resistir a presença física um do outro.
Surgem-me agora as seguintes questões:
Resistir... Será fácil resistir?
Será que ignorar a voz interior e resistir é o melhor?
São essas as questões para as quais não encontro respostas.
Voltando ao assunto: O que é resistir?Evitar; Afastar; Distanciar algo atractivo para satisfação pessoal e outros.
Por quê resistir?
Resistir já de si diz imenso daí que resistir é evitar, negar problemas/situações que poderão ocorrer como reacção de uma acção pessoal.
Como resistir?
Primeiramente devemos conservar a nossa mente.. na nossa própria mente! Não seguir teoremas míticos em que até sonhamos em casar num palácio todo decorado com a ajuda de pombos. Tsc.. tolices!
Mas pensando bem: e se esquecesse o resistir e evitasse o próprio resistir?
Batalha de ideias absurdas que assombram o pensar e o fazer. Que evitam problemas ou quiçá evitam alguém ser feliz.
É aquela coisa chata de: E se..
Entretanto fico cá, fora de ti.. a admirar cada pedaço teu porque sim és uma beldade...É de sublinhar que o insaciável expressionismo da alma foi corrente em toda a elaboração deste post.
postado por O Mundo Contrário às 3/02/2008 05:49:00 p.m. 2 comentários
Mexericar Questões
Entre dedos, os olhos semi-abertos seduziam-te..
Sentado estava eu ao teu lado: tínhamos combinado dormir para descansar a noite toda em que dançamos juntos e ainda por cima, passei a noite toda a olhar p'ra ti. Encostas a cabeça e eu também... Não conseguia dormir. Eras uma crença na qual não conseguia opor.
Como que se tratasse de um ritual consagrado e misterioso, esforcei imenso a minha visão: era o único modo que me ligava a ti sem poder tocar, sem poder... Olhei e devorei com os olhos cada centímetro teu, foi bom... estou insaciado mas foi bom.
Esperei.. passei a viagem toda a admirar a tua simplicidade. Teu sorriso doce e afável. Tua companhia palpável... Se isto não fosse assim tão complicado, talvez seríamos como que notas musicais .. sem atrasos nos compassos, sem enganar na leitura das notas, respeitando todas mínimas e semínimas, pausas e o fim de cada melodia... os passos eram perfeitos como a mais simplória melodia até hoje feita.
Mas cansei.. tudo não passou de um sonho e para sempre serei um sonhador falhado com armas invisíveis e apáticas de tanto frio humano. De uma alma nua e crua de tanta bestilidade humana. De tanto egoísmo ou não...
Pois a minha felicidade depende de quem gosta de estar comigo... por enquanto, tenho a Amizade para reconfortar.. e quando esta terminar?
É como dizem a brincar mas falo a sério: já não sei quem sou, nem de que sistema consto! Tem que ser tudo estudado e programado para que nada falhe... Como que se tratasse de satisfazer as majestades que nos rodeiam enquanto que o povo dá alma e corpo para ter um pequeno conforto.
Todos os livros de fantasia são tirados das bibliotecas em minha mente. Todas as minhas loucuras e fanatismos são como que ideologias contra o bem-estar dos outros. Todas as pessoas que admiro são estátuas do meu prazer diário. Todas as flores eram cortadas, as árvores abatidas deixando este Mundo no profundo bater do coração até que ele um dia.. um dia vá parar.
E é como disse.. vou deixando o tempo passar, respirar, mas espero nunca ter acordado tarde de mais..
postado por O Mundo Contrário às 3/02/2008 10:17:00 a.m. 4 comentários
Mexericar Desejos
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Que desencontros..
Andei imenso. Passei por ti..
Chocaste com o ombro no meu... e prosseguiste.
Deste a volta à esquina e pairaste como que se uma gota de água evaporasse em tempo rapido que nem deu para contar...
No dia seguinte voltaste.. voltaste em força e negaste que chocaste no meu ombro, negaste que deste a volta à esquina, negaste que evaporaste como gota de água.
Mas que raio? Uma colecção diversificada de sentimentos abraçaram-me como que uma mãe abraçasse um filho encontrado após muita chuva insólita de tanto sofrimento.
Não queria acreditar na proposta que me fizeste. O desespero existe mas não tanto a este nível.. e mãe, se as coisas têem que acontecer.. acontecem. Não lutemos contra tal facto.
--
Agora vêem a outra pessoa.. com idade um bocadinho avançada da minha que sente uma ligação pela minha pessoa. Não sei que hei de pensar.. que raio vai nesta cabeça. Que sa foda.. estou a complicar. Mas a pessoa deste Mundo é engraçada e por que não avanço? Carinhosa, afável, simpática era tudo o que sonhara.
Ok. Acho que estou a avançar demais.. mas avançar demais na Vida nunca existe. Oh porra, estou a confundir os termos. Estarei a aproveitá-la?
Mas que raio..
Já não te escrevia à tempos. Estas mentalidades proibem-me de poder espalhar o que sinto, o que penso, o que vejo nos meus olhos, e por fim, mas mais importante.. o que a minh'Alma sente.
Não espero que o Mundo melhore porque é (de certo ponto) difícil mas cá vou-me amanhando com as aventuras que a Vida proporciona.
Se eu pudesse trincar a terra toda e sentir-lhe um paladar,seria mais feliz por um momento...Mas eu nem sempre quero ser feliz.É preciso ser de vez em quando infeliz pra se poder ser natural.Porque nem tudo é dias de sol,e a chuva, quando falta, pede-se.Por isso, tomo a infelicidade com a felicidade,naturalmente, como quem não estranha que haja montanhas e planícies. E que haja rochedos e relva.O que é preciso é ser-se natural e calmo na felicidade e na infelicidade.Sentir... como quem olha.Pensar... como quem anda...E quando se vai morrer,Lembrar-se que o dia morre,e que o poente é belo. E é bela a noite que fica.Assim é.E assim seja....
in Alberto Caeiro
postado por O Mundo Contrário às 2/15/2008 03:50:00 p.m. 1 comentários
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Segurança?
Nao é por ser teimoso mas existem forças policiais para alguma coisa! Ou o estado está pagando ordenados e gastando milhões para estarem por aí, encostados num café a tomar uma bejeca ou então, 'patrulhar' e zelar pela segurança... das miudas que andam a passear por aí!
Onde é que isto para?
Assaltos a bancos, quiosques, cafés, ouriversarias, casas com pessoas idosas, agressões, posto de combustível: seremos Lisboa em ponto MUITO PEQUENO?
Atraves de uma rapida pesquisa no Google, fui ao site da PSP e fico na merda: qual a unidade competente para tomar precauções? Isto já fanatismo.. nao são roubos, fanatismos!
Onde já se viu agredir pessoas e entrar pelas suas casas a dentro, mesmo em horarios diurnos? Nao.! Nao estou a dizer que à noite é melhor mas um bocadinho de consideração por aqueles que trabalham!!
E o que nao percebo é isto: como é que a malta pode estar parada numa situação como esta?
TEMOS QUE MEXER! A INSEGURANÇA É REALIDADE, NÃO FICÇÃO!
Ah e temos um exemplo de segurança publica para todo o Mundo! Mais nao digo, senao ainda veem ca a casa agredir-me por estas indignado com o que está a suceder... Afinal, nao podemos esquecer que eles são os sindicalistas que querem menos horas de trabalho, barriguinhas grandes, ou entao uns magricelas com um destacado cacetete e no fim de contas nao podemos tambem esquecer que quem tem razão são sempre os policias... Sim eles teem sempre razão. Quer dizer entre eles mesmo nao há entendimento:
Ups, vou sair.. senao, isto nao acaba!
postado por O Mundo Contrário às 12/28/2007 10:24:00 a.m. 1 comentários
Mexericar Críticas
quinta-feira, dezembro 27, 2007
É Natal?
Os sinos já tocam. As pessoas abrigam-se da chuva na Matriz enquanto o padre dá o sermão na missa do Galo. Crianças brincam no adro da igreja e os maridos fumam cigarros inquietantes pela hora de regressar ao conforto dos seus lares. E nós esperamos ansiosos que se dê inicio à serenata meio desenrascada que estava em risco por causa do acordeon.
Lá chegou a hora.. Ao ritmo certo, embalavamos a noite ao som da nossa batida relembrando aos nossos velhos que a tradiçao nao está perdida, por enquanto! Uma casa, duas casas, tres casas! Vai com calma!! Bebe devagar a noite é longa! Quatro casas, cinco casas e finalmente, a sexta casa. Estafados, rapidamente sentimo-nos confortáveis à mesa com a mãe do Wilson. Aquela paz naquele lar, a calma do diálogo e o replicar do violão nas mãos dão um excelente ambiente.. um ambiente pacifico. A hora passa e o Sol começa a surgir... Depressa tambem regressamos a casa para descansar os nossos corpos.
Passa-se o dia a recordar o sucedido e voltamos novamente às serenatas. Uma, duas, tres, quatro, cinco e novamente seis casas!!! Que loucura! É uma festa autentica na casa do Senhô Marim! Musicas tradicionais, serenatas, pimbas, actuais e até mesmo, imaginem lá, musicas originais! É a puta da loucura no Natal!! A hora prolongou-se já batiam 2 horas e pico e terminamos novamente na casa do Wilson... Sentados a mesa prosseguimos com a bebida: um brinde, mais um brinde, mais um brinde... todos eles com sorriso nos lábios! É muito bom este espirito, esta sensação, este prazer quase invisivel entre almas. Brindes coriscos foram estes: o pessoal já enlouquecia com a percentagem alcoolizada do corpo! "Pessoal, ja bate 4 horas! Voltemos para casa!". Algumas trafulhices pelo caminho e pronto: chegamos a casa, comemos e fomos descansar. E outro.. nem por isto: o Hospital foi o seu melhor remedio! Ah pois é!
----------------------------------
Foi assim um pequeno resumo do Natal.. É incrivelmente estupido o invesimento para apenas poucas horas de prazer. Ja está , já passou o Natal!
A Laura veio dos continentes! Foi extremamente interessante a sua presença: veio dar um novo brilho, coisa que por vezes, é muito preciso num grupo para dar um novo ar. Fizemos mil e uma coisa: rimos,bebemos,cantamos, andamos de carro, fomos ao MacDonalds, cantamos morfina no Parque da Cidade. Um espectaculo entre palavras trocadas e por acções com objectivo de alegrar quem rodeia. Conversa foi espectacular mas é pena que pensem que andamos... Dizem isto porque nunca tiveram uma amizade com uma rapariga ou entao, têem inveja!
----------------------
Bem almoçar que eu vou! :)
postado por O Mundo Contrário às 12/27/2007 11:47:00 a.m. 1 comentários
Mexericar Diário
segunda-feira, novembro 12, 2007
A Aparição _ Vergílio Ferreira
Bem, de todos os livros que li, este teve uma franca notoriedade pela franqueza das palavras, sem cuidado com as acentuações.. enfim, uma realidade real da emoção do narrador, Alberto.
Fiquem entao com uma citação de este pequeno grande livro.
Fiquem então como um aperitivo do nosso Vergílio! Bom apetite!
“ – Todos os mortos se fazem rogados – explicou-nos. – Então a gente pede e eles dão um jeito. Céus! Onde a minha repugnância? Tudo me esqueceu. Corpo morto, carne morta. Como as pedras. Trabalho com aplicação, quase com gosto. As calças, a camisa, sapatos de verniz – os sapatos é o António quem lhos calça. Eis-te pronto, meu velho, para a grande viagem. Estás sereno, a face gravada de doçura, de perdão a tudo, à vida, à morte. E uma comoção lenta humedece-me os olhos. Vou até ao meu quarto, abro as janelas para a noite. Então bruscamente ataca-me todo o corpo, as vísceras, a garganta, o absurdo negro, o absurdo córneo, a estúpida inverosimilhança da morte. Como é possível? Onde a realidade profunda da tua pessoa, meu velho? Onde, não os teus olhos, mas o teu olhar? Não a tua boca, mas o espírito que a vivia? Onde, não os teus pés ou as tuas mãos mas aquilo eras tu e se exprimia aí? Vejo, vejo, céus, eu vejo aquilo que te habitava e eras tu e sei que isso não era nada, que era um puro arranjo de nervos, carne e ossos agora a apodrecem. Mas o que me estrangula de pânico, me sufoca de vertigem é teres sido vivo, é tu estares ainda todo uno para mim, na memória do teu riso, no tom da tua voz, que era lente, sossegada, nas ideias que punhas a viver entre nós, na realidade fulgurante de seres uma pessoa. Recordo-te totalizado, olho-te. Que é que te habita, que é que está em ti e és tu? Não, não é a carne, não é o corpo: é aquilo que lá mora, aquilo que ainda dura de ti nestas salas, neste ar, aquilo que eras tu, o teu modo único de ser, aquilo a que nós falávamos, atravessando a tua parte visível. E, no entanto, sei, sei que esse tu real que te habitava não era senão a sua morada; como o espaço de uma casa, a intimidade do home, são as paredes que o fazem: derrubada a casa, a intimidade que lá havia também morre... E desde quando o sei, desde quando? A verdade aparece e desaparece. Deus, a imortalidade e uma ideologia política e a sedução de uma obra de arte e a sedução de uma mulher – onde começam? onde findam? Sou um indizível equilíbrio interior. Vivi, agi, toquei com as mãos tanta ilusão consistente. Depois a ilusão desfez-se. Ficou, porém, o rasto do que toquei, o gesto das minhas mãos – essa ultima união com o que quis, acreditei. Então eu descobri que as mãos estavam impuras. Lavar-me, renascer. Deus está morto porque sim. Não foi bem, meu velho, porque me ensinastes a história da terra e do homem e dos bichos que já não há e de que há seres humanos desde há dois dias, isto é, desde há um breve milhão de anos, se tanto. Não foi por isso, não foi por isso. Foi porque Deus se me gastou. Sei só que não está certo que ele viva. Sei que ele é absurdo porque o é. Sei que ele está morto, porque não cabe na harmonia do que sou. Não cabe. Como não cabe a simpatia das mulheres que aborreci. Como não cabem as anedotas de infância, que já não têm graça nenhuma. Como não cabe nada do que já não sou eu. Não discuto, irra, não discuto! Sei lá porque é que uma anedota de que ri não tem hoje para mim graça nenhuma! Sei só que a não tem.
E, todavia, pesa-me como uma pata de violência a realidade da pessoa que somos. Há muita coisa a arrumar, a harmonizar, muita coisa ainda a morrer. Mas por enquanto está viva. Por enquanto sinto a evidência de que sou eu que me habito, de que vivo, de que sou uma entidade, uma presença total, uma necessidade do que existe, porque só há eu a existir, porque eu estou aqui, arre!, estou aqui, EU, este vulcão sem começo nem fim, só actividade, só estar sendo, EU, esta obscura e incandescente e fascinante e terrível presença que está atrás de tudo o que digo e faço e vejo – e onde se perde e esquece. EU! Ora este «eu» é para morrer. Morre como a intimidade de uma casa derrubada. Sei-o com a certeza do meu equilíbrio interior. Mas como é possível? Agora eu sou essa intimidade, agora eu sou o seu espírito, a sua evidência. “
postado por O Mundo Contrário às 11/12/2007 12:23:00 p.m. 1 comentários
Mexericar Outros
Lagrima é Verão?
Ora bem.. Podemos avaliar esta frase magnifica que faz parte da letra do tema 'A flor da pele' do Roupa Nova do Brasil, excelente banda! Musicas de sucesso!
Seremos nós amigos de nós próprios, levitando-nos nos momentos inquietantes e horrificos da tristeza? Ou temos sempre alguem a nos apoiar?
E será o choro, um desabafo ou um pedido de ajuda?
postado por O Mundo Contrário às 11/12/2007 12:18:00 p.m. 0 comentários
Mexericar Questões
